“How long have I been in this storm?
So overwhelmed by the ocean's shapeless form
Water's getting harder to tread
With these waves crashing over my head”
Lifehouse
- Storm
Agora a pouco, uma música
me fez refletir, sobre estar bloqueado.
Sobre ter uma tempestade
de emoções, sendo retidas por outra tempestade.
A primeira tempestade é
minha essência. Essa quer se mostrar. Procura sair pela face, mãos, braços,
pernas.
A segunda tempestade
retém a primeira. Ela se chama medo.
Mas medo de que afinal?
Das outras pessoas. As
outras pessoas também podem ser tempestades. Brancas, azuis, rosadas ou negras.
Nunca se sabe.
E o nunca saber, acaba
por criar a segunda tempestade. Aquela que esconde a essência.
E a essência única é
perdida. Por medo do nunca se sabe.
E por nunca se saber,
acabamos por tornar o planeta uma terra de padrões. Essências irreais. Gestos,
palavras e ações irreais. Engolidas goela abaixo como que tomadas com água.
O ego medroso da não
exposição, se junta ao nunca se sabe. Não posso parecer ridículo. E se ninguém
gostar? E se me criticarem?
Acaba por esquecer o que
tem de mais valioso. A individualidade. A essência. O expressar-se.
Questione-se. Crie tempestades
sobre as tempestades. E então se expresse. Demonstre. experimente-se. Transborde essência pelos
olhos, pelo sorriso, pelas bochechas. Se faltar espaço, lembre-se que ainda
falta transbordar o corpo inteiro. Olhe para dentro e transborde.
Às
vezes pode parecer difícil. E quem sabe você tenha boas desculpas para não
fazê-lo. Mas faça. Para vermos o Sol, é necessário que a tempestade passe,
limpe. E o que seria do Sol, se tentasse ser alguma outra estrela?

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