Hoje eu estou em um
daqueles dias energéticos: olhos espiando por todos os lados, ouvidos
capturando sussurros, pés chacoalhando e com eles as pernas. As mãos não cansam
de estalar os dedos, ou esfregar-se, como se sentissem frio – coisa rara, dada
a estação do ano em que estamos.
A mente. Bom a mente está
distante. Já são quase dez horas e ela ainda vaga por ai. Ela não tem um
destino comum, apenas viaja. Talvez quisesse que o corpo fosse junto. Talvez seja
por isso, que ele parece tão inquieto.
Ele gostaria sim, de estar
nos mesmos lugares que a mente. Gostaria de segui-la, de leva-la para dançar. Gostaria
de leva-la a um canto, onde pudesse repousar ou simplesmente um lugar, de onde
pudesse viajar ainda mais, para mais longe, fluir-se.
Ah, como desejará a
mente, elevar com ela os pés do chão. Quem sabe um impulso mais. Ou um sorriso,
um sorriso poderia tirar os pés dali. O sorriso certo.
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