“- Olá, tudo bem?
- Oi, tudo e contigo?
- Quer transar?”
O descrito acima, é o resumo dos relacionamentos atuais.
As pessoas perderam a noção de conhecer-se e de admirar uma outra pessoa
pelo que ela pensa. O interesse “moderno”,
é pelo produto final resultante das horas passadas numa academia. Não existe
mais o olhar admirador. Foi trocado pelo olhar de caça. As pessoas se aproximam
ao extremo de outra pessoa e no outro dia, se afastam. Nem ao menos se
reconhecem mais. As relações se tornam estéreis de sorrisos. Acabam da mesma
maneira como começaram, rápido. E vai-se perdendo o gosto por amar e se sentir
amado.
Isso é papo de romântico, eu sei. Ou talvez eu ainda não tenha crescido
o suficiente. Mas ainda acredito nas paixões. No apaixonar-se. Apaixonar-se por
uma pessoa que te acha engraçado, ou que te faz rir. Acredito no olhar nos
olhos, sincero, seguido de um riso tímido. Perdeu-se o interesse em conhecer
afinidades, em discutir assuntos ou simplesmente, jogar conversa fora.
Acredito em conhecer uma pessoa, entender como pensa, como se relaciona.
Acredito em conhecer os sonhos dela e me identificar com eles.
Não pensem que eu não gosto de sexo. Acredito que ele seja o produto
final, gerado da confiança e da intimidade. Fica melhor, quando você sabe onde
tocar. Fica melhor quando você sabe o que sentir. Não apenas tocar por tocar,
sentir por sentir. Também ajuda a não se sentir um produto qualquer.

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