sábado, 2 de fevereiro de 2013

Tempos modernos



“- Olá, tudo bem?
 - Oi, tudo e contigo?
             - Quer transar?”

O descrito acima, é o resumo dos relacionamentos atuais.
As pessoas perderam a noção de conhecer-se e de admirar uma outra pessoa pelo que ela pensa.  O interesse “moderno”, é pelo produto final resultante das horas passadas numa academia. Não existe mais o olhar admirador. Foi trocado pelo olhar de caça. As pessoas se aproximam ao extremo de outra pessoa e no outro dia, se afastam. Nem ao menos se reconhecem mais. As relações se tornam estéreis de sorrisos. Acabam da mesma maneira como começaram, rápido. E vai-se perdendo o gosto por amar e se sentir amado.
Isso é papo de romântico, eu sei. Ou talvez eu ainda não tenha crescido o suficiente. Mas ainda acredito nas paixões. No apaixonar-se. Apaixonar-se por uma pessoa que te acha engraçado, ou que te faz rir. Acredito no olhar nos olhos, sincero, seguido de um riso tímido. Perdeu-se o interesse em conhecer afinidades, em discutir assuntos ou simplesmente, jogar conversa fora.
Acredito em conhecer uma pessoa, entender como pensa, como se relaciona. Acredito em conhecer os sonhos dela e me identificar com eles.
Não pensem que eu não gosto de sexo. Acredito que ele seja o produto final, gerado da confiança e da intimidade. Fica melhor, quando você sabe onde tocar. Fica melhor quando você sabe o que sentir. Não apenas tocar por tocar, sentir por sentir. Também ajuda a não se sentir um produto qualquer. 

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